Matheus Costa

Matheus Costa

Formado em Engenharia Agronômica pela UFSCar. Trabalha na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2017 na área de Açúcar e Etanol.

Encerramento precoce da safra canavieira e clima adverso devem reduzir moagem em 3,3% no Centro-Sul

Goiás e Minas Gerais sofreram com o clima seco, enquanto partes de São Paulo e Paraná receberam chuvas em excesso

Federico-Tripodi-diretor-comercial-de-cana-de-açúcar-da-MonsantoO clima desfavorável durante o desenvolvimento da cana-de-açúcar e o consequente encerramento precoce de muitas usinas – 107 até a primeira metade de novembro, contra 30 no mesmo período do ano anterior – reduziram as expectativas de produção. Segundo cálculos da INTL FCStone, a queda na moagem total da safra 2016/17 representaria 3,3% em relação à safra anterior, finalizando em 597,4 milhões de toneladas no Centro-Sul brasileiro.

Enquanto a colheita avançava em ritmo veloz, a produtividade agrícola registrada pelas áreas colhidas ficou abaixo da safra passada na maioria das regiões produtoras. “As áreas mais afetadas ficam nos estados de Goiás e Minas Gerais, onde o clima quente e seco que predominou a partir de abril prejudicou significativamente o desenvolvimento da cana”, destaca o analista de mercado do grupo, João Paulo Botelho.

Além disso, nas áreas mais ao sul do cinturão canavieiro, geadas também prejudicaram as plantações. Ademais, algumas áreas no sul de São Paulo e Paraná ainda foram afetadas por chuvas em excesso entre o final de 2016 e o começo de 2017, que reduziram a absorção de fertilizantes pelo solo e a efetividade dos defensivos e maturadores.

Nas próximas quinzenas, a tendência é de que o clima adverso e o estágio das áreas colhidas levem à redução do Açúcar Total Recuperável (ATR) médio também. “Estimamos a concentração de açúcares média para a safra em 133,3 Kg/t, ainda assim 2,2% acima da safra 2015/16”, explica Botelho.

Em relação ao mix açucareiro, a INTL FCStone projeta 46,6% no acumulado da safra, o que levaria a uma produção de 35,3 milhões de toneladas do adoçante, 13,2% acima da temporada passada.

No mercado alcooleiro, projeta-se produção total de 10,7 bilhões de litros de anidro na safra, 0,4% acima do registrado em 2015/16. Enquanto isso, o hidratado deve absorver todo o impacto da redução na moagem e no mix alcooleiro, levando a produção do biocombustível para 14,3 bilhões de litros, 18,3% abaixo da temporada anterior.

“A redução no mix vem levando ao aumento dos preços do etanol nas bombas e, com isso, à redução na procura pelo hidratado e aumento da demanda pelo anidro”, resume o Analista Botelho. centro-sul

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