Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.

Apesar de efeitos climáticos adversos, microrregião de Uberaba mantém produtividade de cana

Geada tem impacto estimado em 2% das lavouras; estiagem de dezembro/19 e janeiro/20 é compensada pelas precipitações observadas a partir de fevereiro

 

A produtividade de cana-de-açúcar em 2019/20 na microrregião de Uberaba deve ser similar à observada na temporada anterior. Sob a ótica climática, a estiagem observada entre dezembro/19 e janeiro/20 foi compensada pelas precipitações observadas a partir de fevereiro.

+ Leia também: Geada afeta canaviais da microrregião de Frutal

Em relação à ocorrência de geada, estima-se que o fenômeno climático tenha impactado cerca de 2% das lavouras avaliadas até agora – também com maior incidência sobre os canaviais de menor idade.
“Foi indicado que a roçagem deverá ser realizada, uma vez que há linhas de cultivo em que diversas plantas morreram”, relata o analista de mercado da INTL FCStone, Matheus Costa, que viaja a campo no I Giro de Safra INTL FCStone de Cana-de-Açúcar.

Impacto limitado da geada na soqueira. Ao fundo, nota-se a coloração diferente

“Em talhões com a cana ‘em pé’, pude observar ligeiro amarelecimento das folhas, embora a geada possa ter intensificado os efeitos da doença fúngica denominada mancha anelar“, avalia Costa. Mesmo que novas áreas afetadas apareçam nos próximos dias, agentes comentaram à INTL FCStone que o desconto sobre a produtividade esperada para a safra corrente pode não ser significativo.
As perspectivas para o ATR médio também chamam a atenção. Atualmente, a concentração de açúcares tem se mostrado de 3 a 4 quilos por tonelada inferior ao ciclo 2018/19. Comenta-se que o indicador, que tem se recuperado desde maio, possa terminar próximo aos patamares registrados na safra passada – de entre 134 e 135 kg/t.
Destaca-se também que o florescimento dos canaviais se mostrou mais presente na região. “Enquanto dirigia, alguns canaviais localizados em vales e baixadas se mostravam brancos. De fato, foi confirmado que essa tendência se mostrou mais intensa em 2019/20, mas o manejo adequado de colheita tem evitado prejuízo com a isoporização”, explica o analista Matheus Costa.
Vale lembrar que esse processo drena a água dos colmos e torna a cana mais fibrosa, diminuindo o rendimento dos canaviais e dificultando a extração do caldo.

Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.
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